O Viés da Moda nasceu para compilar alguns dos textos mais expressivos que escrevi para alguns veículos da web, como o blog da Triton, o blog da Capricho, o Oficina de Estilo e O Avesso do Espelho (meu blog primeiro que me é escrita sem discriminação, sendo vazão ao vem à mente e coração).
Não, não é tudo o que já publiquei – é um pouco do melhor de mim, séria e profissionalmente falando.
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À direita do blog todos estes veículos separados em categorias – e um pouco do que lhes discorri sobre a moda e suas alegorias.
Para a Capricho escrevi exclusivamente sobre o programa Brazil’s Next Top Model, inserindo a moda neste tema para as leitoras juvenis da revista (aqui representado em 4 posts). Para a Triton, o foco são assuntos que possam interessar ao público teen que se identifica com a marca (aqui reproduzidos em 2 posts). Para o Oficina de Estilo cobri dois eventos: o Pense Moda e a edição de inverno 2009 da São Paulo Fashion Week (aqui, 8 posts).
E no Avesso, bem, de lá vieram textos que me são especiais mas que permeiam vários contextos, desde moda e cinema até algum dia de tpm que me fez mais propensa às reflexões da vida – ! – (15 posts).
Todos foram aqui (re)publicados na ordem de data em que foram, originalmente, postados, sendo o primeiro este aqui, cujo tema – minha vitória num concurso de crítica de moda proposto por Maria Prata em seu blog, o Prataporter – me permitiu a inserção, real, na chamada ‘blogosfera’.
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De resto, um pouco mais de mim neste post-resposta que publiquei em 8/07/2008 nO Avesso do Espelho:
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“Fla Wonka, garota que diz Ni, preferindo-se, perguntou a seus leitores o que eles, por sua vez, prefeririam ser, além de uma metamorfose ambulante. Ela, além de Wonka, gostaria de se literalizar com Jane Austen, Helen Beatrix Potter, Zélia Gattai, Cecília Meirelles e Agatha Christie.
Eu, a cada dia, prefiro ser mais alguma coisa, a começar por ser alguém que não começa suas frases com ‘eu’.
Ainda em frases, deparo-me com “A mente que se abre a uma nova idéia jamais voltará ao tamanho original” e prefiro ser Einstein (!), só pra poder ser a primeira pessoa a falar algo assim – ou só pra poder ser uma pessoa sensível ao ponto de perceber algo assim.
Neste momento, como uma nova idéia, Clarice assume a preferencial ao explicar todo o mundo numa única e lispectoriana frase: “Queria que eles soubessem, através das aulas de português, que o sabor de uma fruta está no contato da fruta com o paladar e não na fruta mesmo”.
Mas aí vem Chagall, Malevich, Frida… e eu quase prefiro ser um livro de História da Arte só pra ter todos eles bem dentro de mim…
Da Literatura às Artes, chego nela, a moda, e minhas preferências alinhavam-se em zigue-zague. De Saint Laurent a Poiret, de Chanel a Vionnet, prefiro o smoking para as damas que não mais necessitam de espartilho e o tailleur para aquelas que aprenderam a se costurar de viés. E a cada edição de outono/inverno ou primavera/verão acabo preferindo o verde em relação ao azul, a assimetria em relação à hegemonia simétrica ou os fluidos em relação aos estruturados. Mas posso preferir ser xadrez na próxima estação.
Para a posteridade, prefiro-me um frame de Verger, Mario Cravo, Claudia Andujar, Ryan Mcginley, Richard Avedon ou Terry Richardson, porque, como retrata este último, não se levar a sério – ou ao mundo – faz a inteligência ultrapassar a preferência.
Daí prefiro o oxigênio, só pra ser o ar daqueles que pra mim assim o são. Ou então o ‘ploc’ do abrir de uma champagne, preferindo ser celebração. Ou então o espirro de alívio. Ou o orgasmo de explosão.
Até retornar e comigo me reencontrar.
Pra no final, em sendo avesso, preferir ser só o espelho de uma emoção.
Dizendo Ni:
- Ni.”
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